Blog do Arthur

Archive for the ‘Saúde e Crescimento’ Category

Fotos na Âncora

Tiramos uma foto do Arthur com menos de um ano na âncora da pracinha do guincho, no ano seguinte achamos interessante tirar outra no mesmo local e estamos tentando fazer disto uma tradição para acompanhar  o crescimento dele ano a ano.

Segue abaixo uma breve descrição da praça, extraído do site da prefeitura de Paranaguá:

Praça Rosa Andrade
Neste local, deste o início do século XIX nas noites de luar, os casais de namorados aqui vinham para contemplar a placidez do Rio Itiberê. Foi, por muito tempo, reduto romântico da cidade. Mais tarde, aqui nas margens do Rio Itiberê, instalou-se um guincho mecânico, transformando-se em embarcadouro para cargas de barcos oriundos das ilhas, o que tornou o local conhecido como ‘’Pracinha do Guincho’’. Neste trecho do Itiberê, por muitos anos foi celebrada a Semana da Pátria com provas de natação e ragatas de equipes de remo do Clube Natação e Regatas Comandante Santa Rita. Este espaço da cidade era o largo Cel. Glicério até ficar definitivamente marcado como ‘’Praça do Guincho’’. Neste local, em 1999, foi inaugurada a Praça Rosa Andrade que Abriga o Centro Gastronômico da Juventude. Localiza-se no setor histórico da cidade, é valorizada pelos casarios e monumentos da Rua da praia, que contam a história de Paranaguá.

03/janeiro/2000 – Ele nem andava ainda…

08/janeiro/2011 – este cabelo podia estar mais bonitinho, né…

09/julho/2012 – quando fomos visitar a vovó após ela ter operado o braço.

 

12/02/2013 - Carnaval em Paranaguá

12/02/2013 – Carnaval em Paranaguá

 

Isto também mostra a evolução das máquinas fotográficas: a primeira foi com uma Canon S70, a segunda com uma Nikon Coolpix L20 e a terceira e quarta com uma Canon G12.

Esperamos voltar aqui todo ano para ver o crescimento elo a elo…

Os gráficos abaixo mostram a evolução do peso e altura do Arthur em comparação com os padrões mundiais (inclusive do Ministério Público), com as seguintes legendas:

  • a faixa verde indica a normalidade,
  • a amarela indica um pouco acima do normal,
  • acima da verde indica muito acima do normal,
  • abaixo da amarela indica muito abaixo do normal,
  • o risco preto em negrito indica a curva do Arthur.

Pelo indicado até o momento (e obviamente baseado na opinião do pediatra), altura e peso dele estão entrando na curva normal. Era esperado que nos primeiros meses ficasse um pouco abaixo, já que ele nasceu na 34ª semana.

Posteriormente (quando tiver paciência de pesquisar) coloco mais informações sobre o gráfico em si. Interessante notar que existem curvas diferentes para meninos e meninas e para diversas faixas de idade. Pelo pouco que li, entendi que as faixas indicam o percentual de outras crianças que o bebê é maior (por exemplo, a curva 10th – já que o gráfico é em inglês – e que corresponde à P10 no livreto do Ministério da Saúde, indica que se a medida estiver sobre esta curva, significa que o bebê sendo medido é maior que 10% dos outros bebês. Outro aspecto importante a se notar é a visão clara de que a curva de crescimento nos primeiros meses realmente é exponencial, ou seja, confirma que nos primeiros dias/semanas o desenvolvimento do bebê é enorme e diminui a curva ao longo do tempo.

Aqui vemos a evolução mês a mês:

1 ano:

0 meses... (ponto de partida...)

1 mês

2 meses...

3 meses...

4

5

6

7 (achando que pode...)

8 (com meu olhar 43...)

9...

10...

11 meses...

Finalmente com 1 aninho!!!

2 anos:

1 ano e 1 mês...

1 ano e 2 meses

1 ano e 3 meses...

1 ano e 4 meses

1 ano e 5 meses, pensativo...

1 ano e 6 meses

1 ano e 7 meses

1 ano e 8 meses

1 ano e 9 meses

Pelo menos neste quesito o Arthur é 10!

22/10

Até os 6 meses ele teve duas febres em decorrência de reação a vacinas (e também de um princípio de virose nesta última). Ele fica um pouco abatido, mas continua mamando e comendo normalmente.

A única questão que incomoda é o intestino meio preso. Entre o quinto e sexto mês ele decidiu “se trancar” e só resolve com bastonetes de glicerina (para não dizer supositório… acho uma judiação fazer isto com o bebê…). Mas também quando sai… sai da frente… rsss…. Estamos tentando equilibrar com suco de ameixa e papinha de mamão, mas parece que neste ponto ele puxou a mãe… (eu ainda aposto que quando ele descobrir o prazer de ler revistas em quadrinhos no banheiro este problema vai passar… mas prefiro que se resolva antes disso).

10/12/09

Esta semana ele foi para Santa Rita com a Cristina e teve um pouco de febre e está com tosse. Chegou aqui no Rio, está fazendo inalação e melhorando.

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1a vacinação – Hepatite B e BCG

A primeira vacina (Hepatite B) foi dada na própria Perinatal.

Após um mês, levamos para tomar as vacinas devidas no Lourenço Jorge. Na primeira ida, ele estava com 2,4 kg e a enfermeira disse que só poderia aplicar quando ele estivesse acima de 2,5 kg. Questionamos o pediatra e outras enfermeiras e voltamos lá outro dia, pois pode ser aplicada em bebês acima de 2 kg. Chegamos cedinho, não tinha fila, atendimento bom.

Apesar do pai ser o medroso de tomar injeção, é ele quem segura o bebê na hora das vacinas. Mais um ponto para o pai!!!

A vacina BCG é aquela da marquinha no braço, ele chorou só um pouco quando tomou. Foi alertado que ele poderia ter alguma reação (dor e febre), fizemos umas compressas com água morna e ele não teve reação nenhuma.

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2a vacinação – Pólio, Tetravalente e Rota Vírus

Para a segunda dose, a Cristina foi novamente ao Lourenço Jorge na sexta feira após o feriado de Corpus Christi, obviamente era ponto facultativo e não havia vacinação. O mais interessante é que no sábado teria… Não dá para enteder, é ponto facultativo na sexta devido a um feriado quinta e trabalham no sábado… Fomos sábado, chegamos por volta das 10:30h e desta vez tinha uma fila um pouco maior, umas 5 pessoas na frente, mas que em uns 15 minutos após nossa chegada aumentou para umas 20, 22 pessoas. Apesar da aparente desorganização na fila, parece que as pessoas se autoorganizam para evitar o caos e no fim das contas a coisa funciona… Logo fomos atendidos, o pai segurando o bebê para a injeção (além das gotinhas) e quase nenhum choro do Arthur. Orgulho do pai (que morre de medo de injeção)!

Logo após o almoço, Arthur começa a ter um pouco de febre, reação da vacina. Primeiro probleminha de saúde dele, uma ligação para o Leonardo e 4 gotas de Tylenol depois, e novamente tudo volta ao normal. Mais um ponto para o bebê, que apesar da febre não ficou desanimado, continou mamando normalmente e no outro dia já estava melhor novamente.

ovo dinoNa sexta feira santa (10/04), uma semana após a Cristina ter um “indulto de Páscoa” da Perinatal e um mês antes do previsto (quem disse que não existem projetos que são entregues antes do prazo planejado???), ela me acorda às 6:00h com um olho do tamanho deste do Horácio da figura acima…. A cama estava toda molhada, tinha estourado a bolsa!! Pedi para ela ficar calma, ligamos para a Vera (obstetra), que atendeu na hora e pediu para irmos para a Perinatal encontrar com ela.

Quando as coisas se encaminharam, eu tive que dar uma deitada para recuperar o fôlego e a cor (imagino que devo ter ficado quase transparente…). Foi dar uma respirada, chamar um táxi (tínhamos trocado de carro e ainda não havia chegado), arrumar a mala da Cristina (a do bebê já estava pronta, ainda bem, senão não íamos lembrar de nada) e correr para o hospital. Claro que não ia deixar passar a chance de pedir ao motorista se apressar, que a bolsa tinha rompido, só para ver a reação dele (que foi até tranquila, eu falei para ele que não tinha perigo de nascer no táxi)…

Chegamos na Perinatal umas 07:00 h, ligamos novamente para a Vera para ver que exames deveriam ser feitos e já fomos encaminhados para fazer ultrassom e eletro. Enquanto faziam os exames, avisei a família toda e mudei a passagem da vinda da minha mãe, que estava marcada para dali a umas duas semanas, para o mesmo dia à tarde. Parece que algumas coisas ficam do nosso lado, pois tinha um vôo de Curitiba para o RJ às 15:30 h.

Enquanto isso a Vera chegou, a equipe cirúrgica já estava a caminho, o Denys chegou para dar um apoio (valeu!!) e o Paulo (tínhamos combinado almoçar com ele naquele dia para pegarmos o colchão do berço e a banheira, que estavam com ele…) foi em casa deixar o colchão.

Eu, Cristina, Vera e Arthur (prestes a conhecer o mundo aqui fora)

Eu, Cristina, Vera e Arthur (prestes a conhecer o mundo aqui fora)

Tudo passou tão rápido que quando percebi já estava na sala do parto!! Sim, eu assisti ao parto, tenho provas fotográficas e vídeos que provam, além da minha presença, que eu nem desmaiei!!! Não sei exatamente que horas começou a cirurgia, deve ter sido por volta das 9:50h.

Assistir ao parto é uma experiência interessante, que no começo tem mais um teor de curiosidade e ambientação (misturada com uma preocupação mínima, graças à tranquilidade que a equipe da Vera transmitiu), mas que evolui rapidamente para uma experiência emocional incrível, inigualável, no momento em que o bebê nasce!! Que coisa incrível, ver o bebê chorando, os ultrassons transformados em realidade, imaginar que duas células se juntaram e evoluiram a este ponto em oito meses!!!

Foi assim que em uma dia lindíssimo de céu azul, após uma “descompressão abreviada” (não vai fazer isto nas futuras decos, hein!!!!),  às 10:10 h do dia 10, o Arthur pôs a carinha para fora para conhecer seu pai e mãe (não sei se gostou muito do que viu, pois chorou prá caramba…)!!

Primeira foto em família. Desculpem não estarmos muito bem arrumados...

Primeira foto em família. Desculpem não estarmos muito bem arrumados...

Após a rápida sessão de fotos, o pequeno vai para uma bateria de exames, tira de letra e é levado para o berçário. Lá começa a sessão de estica, puxa, mede, pesa, carimba, registra, alfineta (tadinho, mal nasceu já tomou a primeira injeção…). Nasceu com 2.255 g, 44 cm.

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Leve-ligeiro: 0,15 arrobas

Leve-ligeiro: 0,15 arrobas

Claro que ele não estava gostando de tanta atenção…

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Mas logo ele teve sossego e passou um tempinho na incubadora se adaptando.

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gravidez

A gravidez foi um período emocionante (no bom e no mal sentido). No início foi tudo normal, a expectativa pela barriga aparecer, para descobrir o sexo, sentir ele se mexer e bater altos papos com ele… A Vera (médica da Cristina) superatenta a tudo, excepcional no carinho e na atenção dada (até hoje, após o nascimento no bebê). Devido a alguns problemas passados, ele recomendou repouso para não correr risco nos três primeiros meses.

Pelos ultrasons começamos a acompanhar a evolução do bebê:

Primeiras imagens de ultrassom

Primeiras imagens de ultrassom

Os próximos já dão uma melhor idéia dele se formando:

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Ultra%203[1]Olhando os ultrasons, às vezes pensava que a médica estava brincando comigo quando apontava para um borrado cinza e dizia: “Olha as costelas dele”, ou algo parecido. Ainda no começo é mais fácil distinguir as imagens, pois temos a visão do feto inteiro, nos estágios mais avançados o bebê não aparece (não cabe…) inteiro na imagem e a visualização fica ainda mais complicada. Faço um paralelo com o mergulho em naufrágios desmantelados, quando a gente olha para aquele monte de ferros espalhados e reconhece amarras, guinchos, costado, etc, e entende e visualiza a estrutura do navio original, para quem está começando e principalmente para quem não mergulha, aquilo parece indecifrável… Cada um na sua especialidade… Imaginava como a tecnologia poderia evoluir para apresentar imagens mais definidas e melhorar a visualização e análise do bebê, quando vi algumas imagens em 3D e entendi que a tecnologia já havia evoluído…

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Passado um tempo (não sei em qual semana foi…), finalmente a médica nos dá uma indicação de que era um menino, mas que ela ainda não tinha 100% de certeza. O próximo ultrassom confirmou sem dúvidas (sem dúvidas para ela, pois eu sinceramente não vi com tanta clareza assim…). Foi uma grande alegria, finalmente poderíamos escolher roupas de cor definida, e não somente amarelo, branco e verdinho… Minha cabeça ficou a mil, pensando como seria bom ter um menininho, com todos brinquedos, brincadeiras e molecagens típicas de garotos…

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Aí já estávamos do quarto mês, tinham passados sem sustos os três primeiros meses, de maior risco, a barriguinha começando a aparecer (já pegava fila de gestante quando estava com ela, mas ainda com vergonha, algumas pessoas ficavam olhando…), o enjôo aumentou um pouco, mas até aí tudo normal.

A preocupação começou com o acompanhamento do cólo do útero, que apresentou tendência de diminuição. Acompanhado de perto pela Vera, em meados de dezembro ela recomendou que fosse feita cerclagem. Dia 02 de janeiro foi feita a intervenção da cerclagem (primeira passagem pela Perinatal), bela maneira de começar o ano… mas tudo para o bem do bebê!

Para compensar, a barriga já estava visível e o bebê já mexia bastante!! Conversávamos bastante com ele e ele já estava definindo alguns ciclos de horário de ficar desperto e de dormir.

Mesmo após a cerclagem o colo do útero continuou reduzindo, até o ponto quem que ficou “por um fio”, ou no caso, “por três pontos”… Mais repouso, até que em março a Cristina ficou quase 3 semanas na Perinatal de repouso “forçado”. Coitada, deu um exemplo de paciência e de carinho para com o bebê e ficou amiga de todas enfermeiras da clínica (rss). Com a situação estabilizada

Após muita negociação com a Vera (e, obviamente, estabilização do colo do útero), ela conseguiu um “alvará de soltura” para passar mais umas semanas em casa e voltar à Perinatal para ficar até o parto (previsto para meados de maio). Na verdade ela tinha três grandes objetivos: ver o quarto do bebê pronto, que foi finalizado enquanto ela estava de “molho” na Perinatal; aproveitar a feira de gestantes no Riocentro para finalizar o enxoval do bebê (que ainda tinha muuita coisa faltando…) e fazer uma sessão de fotos (presente do padrinho do Arthur… ah, ainda não falei da escolha do nome, né? Bom, esta história está em outro post…).

Para encurtar a história, peguei ela no hospital uma quinta feira e fomos direto para a feira, sábado fizemos a sessão de fotos (olha abaixo como valeu a pena):

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Na sexta feira santa (10/04), eis que acontece a grande surpresa: estoura a bolsa!! (continua no post – O nascimento).


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